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Paulo do Eirado Dias Filho - Pedagogo e Diretor Regional do Senac/SE Blog author list 67725ad3d26c575b
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Confiança, a célula-tronco dos negócios

Postado às 17/07

Sabemos que célula-tronco ou célula-mãe, é capaz de multiplicar-se e diferenciar-se nos mais variados tecidos do corpo humano (sangue, ossos, nervos, músculos, etc.). Assim, ela é o gênesis de várias outras células do nosso corpo. Essa é a metáfora para exemplificar a vida econômica a partir de uma visão orgânica.

 Ao refletirmos sobre a confiança, enquanto valor humano, podemos pensa-la como sendo a célula-tronco de toda atividade social e econômica. Por quê?

Nas relações sociais, a confiança é um pressuposto básico. Ninguém quer a amizade de quem não confia. Que pensar então sobre o valor da confiança nas relações econômicas? Nesse campo, a confiança é o princípio maior, que rege todo o seu funcionamento, a determinar desde a concessão de crédito e o valor das ações na bolsa de valores, até a escolha do consumidor por uma determinada marca, ou a inflação típica de uma moeda desacreditada. Hoje, se sabe que a reputação é um forte parâmetro para o valor de uma marca no mercado.

Com efeito, toda atividade mercadológica tende a afrouxar seus mecanismos burocráticos à medida que se ganha confiança entre as partes. Isto é, a informalidade cresce saudavelmente nas relações comerciais, dispensando entraves contratuais e garantias. A burocracia nos negócios é um mal necessário, um testemunho de desconfiança.  

Ainda na década de 50, o imortal autor da administração Peter Drucker afirmava sobre as organizações: “Mesmo quando naturalmente prescrições e controle, recompensa e punição são elementos constituintes de toda organização, confiança mútua forma o fundamento, o ponto de partida, o sangue vital”. Apesar de toda mudança de paradigma ocorrida no âmbito da administração de empresas ao longo destes 40 anos, a confiança não perdeu qualquer espaço na base dos negócios, o que leva o famoso guru a reafirmar nos anos 90: “Nós precisamos, com base no reconhecimento da dependência mútua, refletir em conjunto e firmar acordos sensatos, realistas, que tragam vantagens para ambas as partes. Para isto é necessária a confiança. Essa rede mundial de dependências mútuas só pode funcionar na base da confiança mútua”.

Fascinante que Peter Drucker abra e encerre sua carreira profissional com este tema gerador: a força da confiança.

Mas, confiança é algo sutil e frágil. As crises econômicas, as manipulações de índices econômicos, as informações privilegiadas nos mercados de capitais, as falências fraudulentas, as auditorias coniventes, as moedas podres, as ideologias de classes e outros cânceres do mundo econômico, fazem os laços de confiança implodirem verticalmente.

Espero ainda ver o mundo econômico movido pelo impulso da fraternidade, isto é, o trabalho sempre servir ao próximo. Que seja um mundo onde o capital social nasça do encontro amoroso da confiança, célula-mãe das relações humanas, com o crédito paternal. Crédito esse, que por razões obvias dispense o exame de DNA.

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