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Sergipano  é um dos finalistas do prêmio Jabuti.

Postado às 11/10

O Escritor e Acadêmico Itabaianense,  ex marinheiro Anderson Almeida é finalista do maior prêmio literário do Brasil.

O Acadêmico, ex marinheiro, músico, professor, historiador e escritor, Anderson Almeida, sergipano de Itabaiana, é finalista do prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Emocionado ele declara: “Parece um sonho. É uma honra pra mim, saído das escolas públicas de Itabaiana, retornar como professor e receber o convite da Academia Itabaianense de Letras e, agora, figurar entre os finalistas do mais conhecido Prêmio Literário do país ao lado de consagrados com Jô Soares, Lília Schwacz, Arthur Xexéo, Anita Prestes, Cláudio Bojunga, dentre outros.  Representarei Itabaiana e nosso estado com muito orgulho”

Anderson da Silva Almeida, membro da Academia Itabaianense de Letras, foi estudante, em Itabaiana, do Grupo Escolar Eduardo Silveira e do Colégio Estadual Murilo Braga, onde concluiu o Ensino Médio em 1995. No ano seguinte foi aprovado em Concurso Público para a Escola de Aprendizes-Marinheiros de Pernambuco, passando depois para o Quadro de Músicos do Corpo de Fuzileiros Navais, deixando a Marinha em 2010, após 14 anos de serviços prestados.

Ao regressar a Sergipe, foi professor da Rede Municipal de Ensino de Itabaiana e da Rede Estadual.

É graduado em História pela Universidade Católica do Salvador, especialista, mestre e doutor em História pela Universidade Federal Fluminense. Em 2010, sua dissertação de mestrado foi premiada pelo Arquivo Nacional, no âmbito do Projeto Memórias Reveladas e publicada em 2012 sob o título “Todo o leme a bombordo: marinheiros e ditadura civil-militar no Brasil”. No referido trabalho há, entre diversos personagens, uma análise sobre a trajetória polêmica do marinheiro sergipano José Anselmo dos Santos – o “cabo” Anselmo – considerado um dos maiores traidores das esquerdas no Brasil por ter atuado como agente duplo no período da Ditadura Civil-Militar.

Anderson é autor de diversos capítulos em obras de circulação nacional e também atua como músico e diretor da Sociedade Filarmônica 28 de Agosto – SOFIVA – da cidade de Itabaiana, já foi agraciado com a Comenda Sebrão Sobrinho e com o “Falcão de Ouro” (2017) fruto do reconhecimento por sua colaboração com a Bienal do Livro. É professor, da Universidade Federal de Alagoas, reside em Itabaiana, pesquisador da história recente do Brasil, mergulha na trajetória do militar paraibano que posicionou-se contra o Golpe de 1964 e foi perseguido implacavelmente pelos agentes da repressão, falecendo no ostracismo em 1998, sem contar também com a simpatia de setores das esquerdas em virtude de não ter resistido ao golpe, mesmo sem a ordem do Presidente João Goulart.

Agora, em ...como se fosse um deles - Almirante Aragão: memórias, silêncios e ressentimentos em tempos de Ditadura e Democracia (Editora da Universidade Federal Fluminense/Eduff, 2017), é finalista ao prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.